sábado, 1 de dezembro de 2012

"Deus seja louvado": Round 2

'Deus' seja louvado continua no real - Portal Vermelho

Meus comentários em cima da notícia:

FHC perdeu a eleição para a prefeitura de São Paulo por não ter se declarado cristão. E quando Min. da Fazenda no governo Itamar manteve a frase. Ele era pré-candidato à presidência na época. Fica claro que a frase do qual estamos tratando não tem teor cultural ou histórico. Ela foi colocada e mantida por puro interesse político, demagogia.
Logicamente, o procurador do BC defendeu a sardinha para o lado do  BC. Mas o que é uma entidade superior nesse contexto senão o próprio deus cristão? O que é louvar se não reconhecer? E o que é provocar agitação na sociedade se não a própria manifestação de intolerância religiosa?
O problema não é a frase em si, mas a forma com que esse tipo de coisa é feita. Não é questão cultural, se fosse a questão seria outra. Não são vistas por aí referências desse nível à religiões africanas, apesar da presença que possuem em nossa cultura. O tratamento dado é completamente outro. Tanto que historicamente, e isso permanece até hoje, os negros tiveram que mascarar suas culturas com elementos do cristianismo para que não fossem perseguidos.
Não existe liberdade de expressão. Se você não é cristão ou simpatizante, pode ter certeza que uma hora você vai ser obrigado a pagar pela sua "heresia". Você vai ter sua honra e sua integridade moral atacadas e é bem possível que você tenha que se esconder no armário.
Está enraizada na nossa cultura essa ideia do "deixa pra lá". Contudo isso é mentalidade de gente atrasada. O BC alega que a retirada iria custar R$12 milhões aos cofres públicos com segurança, atualização do design das cédulas e divulgação das alterações. Porém fica óbvio de que esses seriam os custos caso o BC fosse desenvolver e implementar uma cédula completamente nova, e não para deixar de inserir uma frase nas cédulas atuais.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A dieta da informação

A mesma lógica biológico-evolutiva que explica que preferimos um prato gorduroso e calórico em cima de um prato saudável por tais alimentos terem no passado nos ajudado a sobreviver a rigorosos invernos, pode ser usada para explicar os nossos maus hábitos no consumo de informação.
Antigamente quando ainda vivíamos em pequenos grupos de caçadores-coletores e não em uma sociedade globalizada, fatos 
que hoje são banais, como a vida do vizinho, afetavam diretamente a nossa vida. Apesar de hoje vivermos em uma dinâmica totalmente diferente, biologicamente ainda preservarmos as características comportamentais que adquirimos nos tempos de outrora.
O influxo de notícias sensacionalistas relacionadas a assassinatos violentos, vida de celebridades, brigas, confusões, desastres naturais nos é naturalmente mais tentador que qualquer outra notícia ou informação.
Somos naturalmente aversos a informações que contrariem as nossas opiniões e crenças. Tendemos a buscar e consumir aquilo que reafirme e esteja de acordo com nossas ideias. Deixamos de lado opiniões contrárias, que são construtivas, pois fomos moldados a reagir positivamente apenas a opiniões que reconheçam o nosso papel e valor social.
O problema das massas não é bem de desinformação, somos diariamente bombardeados por grandes volumes de informação. A culpa é colocada na mídia e alguns sugerem uma regulação intensa da mesmo, porém o problema é da natureza humana. Nos falta naturalmente a capacidade de consumir racionalmente informação e enquanto não a adquirirmos predominara a massa de ignorantes convencidos da validade de suas ideias.









Para quem curtiu a ideia, recomendo a leitura do livro que me foi inspiração: "Information Diet" de Clay Johnson.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Você acha que existe por que pensa?


Já parou para se perguntar se você pensa? Se já, você acha que só por isso você existe e é real, ah?
Não, não, você não é real. Você não pensa, você é apenas um produto da minha imaginação. Vocês todos, só pensam por que eu penso.
Não acredita? Então me mata, pode ser que nada aconteça ou pior pode ser que nada mais aconteça. Arrisca, vai.
Melhor, desde quando pensamento mata? Realmente eu deveria parar de conversar comigo mesmo, melhor dizendo, com vocês.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Partições externas no Gnome, múltiplos usuários, lixeira, montando ao iniciar

Eu pessoalmente já passei por problemas bobos e frustantes, para fazer uma partição NTFS funcionar do jeito que eu queria no Gnome. Não é algo legal, ter uma partição que não monta automaticamente ao iniciar e que ainda pede a senha de administrador para ser montada, uma lixeira que não funciona ou uma partição só utilizável por um usuário. Por isso compartilho com vocês a minha experiência acumulada através de anos errando.


Montando ao iniciar ou como usuário normal

Para montar a partição, apesar de existirem outras possibilidades, eu prefiro o bom e velho /etc/fstab. Exemplo:
# NTFS Database at sda3 UUID=3734E7705508CE73 /media/Database ntfs-3g defaults,permissions,noatime 0 1
Aonde o UUID=xxx, representa o identificar único da partição. Este valor também pode ser substituído por /dev/sdXX, o identificador lógico da partição, mas vale lembrar que caso estejamos tratando de um dispositivo externo, é especialmente recomendado que se use o uuid, para que não hajam confusões entre dispositivos. Para saber o uuid de determinada partição através de seu endereço lógico, basta listar: ls -l /dev/disk/by-uuid/. O /media/Database, representa o ponto de montagem, que pode ser qualquer pasta não utilizada dentro de /mnt e /media. Escolha um nome bonito e cria a pasta com: sudo mkdir /media/nomebonito. E o ntfs-3g, representa o sistema de arquivos da partição. No caso do NTFS, provavelmente é isso mesmo. E em outros casos basta substituir pelo nome do formato, ext4 para ext4, btrfs para btrfs e assim respectivamente. E logo após, a alma do processo, os seus parâmetros, separados por vírgulas e sem espaços. Caso queira uma partição que seja montada automaticamente junto com o sistema, coloque defaults como parâmetro. E caso queira uma participação que possa ser montada e desmontada livremente por qualquer usuário, utilize users. E por último é importante, caso se trate de uma partição ntfs, que seja adicionado também o parâmetro permissions, uma necessidade para que a participação suporte a configuração de permissões. Após configurar tudo, se pode montar a partição com o comando: sudo mount /media/nomedaparticao.

Múltiplos usuários

Eu separo os arquivos em pastas, com as suas devidas permissões. Por exemplo, eu tenho uma pasta chamada "Música" aonde dou a todos permissão de escrita e leitura e tenho uma outra chamada "Dropbox" aonde só eu posso ler e escrever. 

Lixeira

O Gnome exige para que o sistema de "lixeira" funcione em partições externas, permissões de escrita no diretório raiz das tais partições. Para solucionar tal problema, liberamos através do chmod, a leitura e a escrita na raiz da partição: sudo chmod 777 /media/nomedapartição/. Com atenção à barra que vêm logo após o nome da partição, pois queremos mudar as permissões da raiz e não da pasta do ponto de montagem. E claro, antes que isso possa acontecer em partições NTFS, é necessário definir o parâmetro permissions na montagem da partição. Bom, é só isso. Espero que os ajude.

Nota posterior:  Tive problemas com o permissions, não estava funcionando direito no Windows. Eu preferi desabilita-lo mas acredito que haja como contornar este problema. E para reforçar a segurança movi a pasta do Dropbox para a minha pasta pessoal criptografada.

Complete how-to upon installing Darwinia onto Ubuntu 11.04 (Linux)


Darwinia

Darwinia is a nice game made by Introversion Software, an independent game development company that make multi-platform games so they can run at Windows, Mac or Linux and maybe consoles — yes, they released this game for Xbox. I didn't liked the other two games from them I had played, Uplink and Defcon, so Darwinia surprised me. Their games graphics are some kind of simple and rustic. No textures, lots of polygons, feeling like you're inside a Tron scenario. But typically have an uncommon. almost revolutionary, gameplay, so it's nice to give them a try as they aren't more of the same. Darwinia as their creators say: "...is a virtual themepark, running entirely inside a computer network and populated by a sentient evolving life form called the Darwinians. Unfortunately... overrun by a computer virus which has multiplied out of control."

Installing

What's interesting is that this game is one of the first apps available to be bought at Ubuntu Software Center and a lot of people are having problems to install and run this game at Ubuntu or another Linux distribution caused by one or more solutions. So I will go straight, and tell you step-by-step how to install and run the demo or the full version of the game. Ubuntu Software Center If you use Ubuntu and don't mind buying before testing, this will be the easiest and fast way to play the game. You will just need to open the USC and follow a few steps to start playing. Any another case, keep reading. Demo and full version There aren't many differences between the two. Demo is free and comes only with a tutorial level. Full version for Linux is also free downloadable but you will need some data files from the windows cd, iso image or whatever game installer. Practically both have the same installations problems. Download If you're going to install the demo you will find it here and if you're going for the full you will need the linux pack. Also you will need to download a library, libstdc++5, for both or the game will refuse to launch:
error while loading shared libraries: libstdc++.so.5: cannot open shared object file: No such file or directory
Just type at a terminal:
sudo apt-get install libstdc++5
Uncompressing the installer I don't know why but a lot of people including myself are having problems with the installer at Ubuntu 11.04. When we open darwinia-demo2-1.3.0 or darwinia-full-1.3.0.sh it apparently uncompress something however we don't find any output files. This happens because the installer automatically delete the installer files when the setup script close. As the setup script, setup.sh, is bugged, it instantly crash when opened without giving user output. But don't worry cause there is always a way, you just need to manually install the game. The failing output:
Verifying archive integrity... All good. Uncompressing Darwinia demo2 1.3.0.......................................................................
What you need to type — remember to adapt the filename:
chmod +x darwinia-(demo2;full)-1.3.0.sh ./darwinia-(demo2;full)-1.3.0.sh --keep
Manually installing So, as the installer is bugged you will need to install the game manually. You can create a menu shortcut and install the game at /usr/local/games but this isn't needed. So I will teach the keep it simple stupid way, the game will be installed into a folder under your home. To play double click a file, to uninstall just delete the folder. Now just follow these two/three steps: 1. You need to copy the file darwinia from darwinia/bin/Linux/x86/ to darwinia/. 2. The file libgcc_s.so under /lib requires a GCC version of 4.2, no more or less. As you probably don't have this version of GCC and don't need this file, just delete it. If you don't delete or replace it, the game will probably crash because:
./lib/darwinia.bin.x86: ./lib/libgcc_s.so.1: version `GCC_4.2.0' not found (required by /usr/lib/i386-linux-gnu/libstdc++.so.6)
3. If you are installing the full version you will need two additional files that are supposed to be found at the Windows installer cd — I don't mind if you found them anywhere else like ThePirateBay. Copy the files main.dat and sounds.dat from the folder gamefiles, under the cd, to darwinia/lib/. That's all, the game is installed. You just need the file darwinia and the folder lib, so you are free to delete anything else. To play just double click that file. Patch and German translation Well the watchful ones maybe observed that we installed the v1.3 of the game and the last version is v1.5.11. Don't worry about it, you don't need it as at most it fixes problems of the windows release of the game with things like DirectX. But also the new version brought a German translation to the game. Lesen Sie gerne in deutscher Sprache? I created a shortway, just download this file, language.dat, and replace the old one.

Free software

Darwinia isn't a free — as in beer or as in freedom — software, legally you have none of the software freedoms. Also the developers didn't gave much attention to the Linux community — why do you think I'm writing this how-to?. And they didn't respect the LGPL and BSD license, they commercially used and distributed libvorbis, libogg and libSDL without giving a single note. Think on that before buying this game.

My notes

I'm a Brazilian and this is my first English post at this blog, also my first any language post. I'm counting on you to indicate my linguistically mistakes and help me improve this how-to.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Feedforward vs feedback

Não seria o tal do feedback apenas um termo elegante para a conhecida prática de criticar sem fazer nada?
O feedforward trabalha com o desenvolvimento contínuo, aprendizado ágil e eficiente. Ideias são compartilhadas no presente antecipando-se a erros, promovendo melhores resultados no futuro.
Para que ficar calado? Para depois poder apontar o dedo na cara e dizer: "você fez errado!". Menos sadismo e mais pró-atividade porém é importante tomar cuidado para não se tornar um enxerido.